sexta-feira, 3 de julho de 2009

Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sobre o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir; viver". (Mar sem fim - Amyr Klink)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

MACHU PICCHU





Um fato engraçado. Quando chegamos, nosso grupo foi o primeiro a pisar em Machu Picchu no dia 01 de Fevereiro de 2009. Havia uns 10 brasileiros. E, claro, fizemos muita festa. Estávamos chegando de 4 dias de caminhada pelas montanhas...


Uma TV local, vendo aquilo, pediu para fazer uma filmagem com a gente (estavam fazendo matéria sobre os pontos turísticos do Perú). Encenamos nossa chegada novamente, com bandeira do Brasil e tudo mais... heheheh... E ainda cobramos 100 Soles para fazer. Claro... a grana virou cerveja. rssss...




Tem mais um monte de fotos e vídeos... Depois posto mais











CAMINHO INCA 4 dias de caminha / 49 Km pelas montanhas








Montanhas, muitas montanhas.


O aventureiro, ao início da viagem, não faz a mais remota idéia do que o espera.

As trilhas Incas, forjadas em pedras de forma a criar infinita escadaria irregular, circundando toda a grande montanha... O vento, o frio e a chuva açoitam o peregrino que se atreve a desafiar a montanha. Pedras escorregadias, inclinadas, pontiagudas, curvas ou achatadas torturam os pés.


De longe pode-se ver o infinito do caminho, sempre acima. E que não se engane o viajante, após cada curva uma nova montanha se apresenta imponente, com caminhos a serpentear rumo às nuvens.


As dificuldades são imensas. Os pés doem, as costas se inclinam sob o peso da mochila. O suor escorre por baixo de grossos agasalhos.

A capa de chuva já não retém a água. O suor se combina e mistura com gotas gélidas que vêm de toda parte.
Nas mãos, grossas luvas e um cajado. Todo o corpo quer descanso.

Por todos os lados selva e abismos deslumbrantes. Riachos furiosos, escondidos na selva, completam a sinfonia Inca... Uma espécie de canto andino regido pelo vento...



São 4 dias, 49 km de caminhada... Subidas intermináveis, descidas lentas e igualmente dolorosas... escorregadias...

4.300 metros de montanha escalada em um só dia. 9 km de subidas.
A montanha bafeja seu hálito frio e úmido sobre tudo e todos, se mostrando viva, pulsante... Observando nossos passos.

Eis o caminho Inca!



VALE A PENA???


Esta pergunta não pode ser respondida a não ser por cada um, individualmente, e tão somente, apenas, após ter vencido o caminho através das montanhas.



Pela tradição, os Incas (os líderes) se acreditavam Deuses. Sim, isso explica tudo. Todo esse caminho!

Os Deuses habitam o mais alto, o mais inacessível culme das montanhas. Por isso os Incas viviam lá, por isso erguiam seus templos e santuários em alturas tão extremas. Não era apenas para se sentirem próximos aos seus Deuses, eles próprios se sabiam Deuses.


Os mortais vivem nos vales, o Olimpo é para os Deuses!


Vencida a montanha, alcançado o cume, a paisagem torna-se indescritível, inenarrável à linguagem humana. Agora, também somos Deuses! Olhamos a montanha do alto de seus 4.300 metros, vencidos!, passo a passo.

Não somos mais mortais. Atingimos o ponto de onde não se pode mais voltar ao vale.

Sentimos e vemos como os velhos Incas, Deuses como nós, conquistadores da montanha e de si mesmos.


Do alto é possível ver parte do que passou.

Sim, agora somos Deuses! Caminhamos na "Cidade das nuvens". Exploramos cada canto. Respiramos seu ar. Deixamos nosso sangue, suor e pensamentos...



Alguém pergunta pela descida?


Nao há descida!


Uma vez atingido o Olímpio não se pode mais voltar. Esta é a lei dos imortais! Agora somos Deuses como todos os outros.

Os milhares de problemas da vida perecível se curvam tímidos, sem força para olhar-nos.


Rompemos a montanha. Que venham outras! Serão apenas outras, nada mais!

(E me perguntam, vale a pena?)


Os Incas foram grandes porque se acreditavam Deuses. Assim também foi com os Egípcios e tantos outros povos...


Eis o segredo!

Para um Deus, não há o impossível.

("Só o impossível acontece! O possível só se repete")

Foto alguma descreverá o que só os olhos dos que aqui estiveram puderam e podem ver... sentir... imaginar...














Um dos muitos sítios arqueológicos encontrados pelo caminho.










Caminho Inca ( 4 Dias / 49 Km de caminhada nas montanhas... )



quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

EXPOSICIONES TEMPORALES (Dentro do Mosteiro) Click nas fotos para amplicar




(Este, acima, foi o que mais gostei! )


MOSTEIRO


Mais um palácio Inca destruido e transformado em Igreja (mosteiro, na verdade. E ainda tem monge)



CUZCO VISTA DO MOSTEIRO


terça-feira, 27 de janeiro de 2009

CUZCO




Centro de Cuzco. Plaza de las Armas.
É onde ficam quase todos os turistas.
Tem igreja pra todo lado. Onde havia palácio Inca os Colonizadores destruiram e fizeram igreja. Grande ideia, não é? 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

ILHA DO FOGO

É nesta ilha que começa a mitologia Inca, onde nasce o deus Sol, a deusa Lua e os primeiros reis Incas ( Essa mitologia, segundo os arqueólogos, foi criada apenas para justificar a dominaçao Inca. Uma vez sendo os Incas filhos do Deus Sol, tornam-se herdeiros dos deuses...






4 Horas de caminhada a mais de 3 mil metros. Ufa....

Santuário Inca na Ilha


Santuário Inca na Ilha


La Paz

La Paz

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

ILHAMA





Bicho bonitinho (de lña vagabunda... heheh)...


Nao é bom chegar muito perto. Elas cospem (Cospem! E olham com cara de deboche... hehehe...) e mordem também.

LA PAZ - MONTE CHACALTAYA


Neve... e Friiiiio!















TREM DA MORTE


Alguns Brasileiros encontrados pelo caminho.

TREM DA MORTE

21 horas de viagem de Quijarro até Santa Cruz. É quase a morte. hehehe.... O trem é até bem confortável. Na verdade, a categoria "morte" é a das cabines mais baratas, normalmente utilizadas só pela populaçao local (acostumada a coisa bem pior). Tem um outro, o Super Puma, Muito mais confortável, mas perde-se todo o contato com a populaçao. Embora muito cansativo, vale pelas infinitas paradas em vilarejos pelo caminho. Fora a populaçao, a paisagem é praticamente igual à do Brasil de fronteira. Só muda mesmo em Lá Paz.

QUIJARRO (Quirraro)


Cidade de fronteira. Parece um cenário de guerra. Sò poeira e buraco. Se puder nao passar por aqui, nao passe! Mas, é praticamente impossível. Viajando por terra é roteiro obrigatório. Só daqui conseguimos acesso ao resto do país, vindo do Brasil. É onde embarcamos no Trem da Morte (para decepçao geral, ninguém morreu. heheheh... Brincadeira)

domingo, 18 de janeiro de 2009

Bolìvia

Enfim... Bolìvia.
Por hora, nada além de muita, muita poeira em Quijarro.
Amanha, Trem da morte.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Pé na Estrada



Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sobre o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir; viver". (Mar sem fim - Amyr Klink)




Nuvem Cigana


Nuvem Cigana



Se você quiser eu danço com você no pó da estrada

Pó, poeira, ventania
Se você soltar o pé na estrada, pó, poeira
Eu danço com você o que você dançar...
.
.
Se você deixar o sol bater nos seus cabelos verdes
Sai e vem comigo
Sol, semente, madrugada
Eu vivo em qualquer parte do seu coração
.
.
Se você deixar o coração bater sem medo
Se você quiser eu danço com você
Meu nome é nuvem, pó, poeira, movimento
O meu nome é nuvem
Ventania, flor de vento, madrugada
Eu danço com você o que você dançar
.
.
Se você deixar o coração bater sem medo
.
(Nuvem Cigana Lô Borges)